
Entre o Amor e o Limite
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Interromper o uso com segurança é apenas o começo
Entenda o objetivo da desintoxicação, por que algumas abstinências exigem atendimento médico e como preparar a continuidade da recuperação.

A desintoxicação é a fase em que o organismo interrompe o contato com a substância e recebe cuidado para atravessar a abstinência com segurança. Ela pode acontecer em ambiente ambulatorial ou hospitalar, conforme substância, padrão de uso, saúde e riscos.
Concluir essa etapa não significa que a dependência terminou. Gatilhos, hábitos, sofrimento emocional, vínculos e rotina precisam de tratamento continuado.
Abstinência de álcool e de alguns medicamentos sedativos pode causar confusão, convulsões e outras emergências. Histórico de overdose, psicose, doença clínica grave ou risco de suicídio também exige avaliação rápida.
Não altere medicamentos nem tente fazer uma desintoxicação doméstica por conta própria. A equipe define o nível de cuidado e as medidas necessárias.
A continuidade pode incluir acompanhamento médico, psicoterapia, grupos, medicação quando indicada, rotina, prevenção de recaídas e participação familiar.
Pelo AFD, a família acolhe a vulnerabilidade, mantém limites que protegem o ambiente e direciona para compromissos concretos depois da estabilização.
Não. O nível de cuidado depende da avaliação clínica, da substância, da gravidade, do ambiente e dos riscos.
Varia conforme substância, tempo e padrão de uso, saúde e resposta ao cuidado. A equipe deve estimar o período individualmente.
Não. A estabilização abre caminho para o tratamento continuado e para mudanças de comportamento e rotina.
Importante: em caso de risco imediato, intoxicação grave, violência ou emergência psiquiátrica, procure os serviços de emergência da sua região.
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